Carta enviada em 02/01/ 2010 para a coluna sentimental da revista Contigo
“Estou com um problema e preciso da sua ajuda:
Sou um rapaz no auge da vida, no momento sem trabalho e, infelizmente, soropositivo. Tenho 3 irmãos, um é gay, um é vascaino, o outro foi condenado a 22 anos de prisão por homicídio qualificado e uma irmã prostituta. Minha mãe morreu de overdose quando eu tinha 3 anos. Meu
pai nos abandonou após a morte da minha mãe e vende drogas num bairro degradado da zona leste. Recentemente conheci uma garota que acabou de sair da FEBEM por ter tentado afogar o seu filho recém-nascido. Amo essa garota e quero construir uma relação estável com ela. Para que possamos ser felizes só concebo uma relação transparente e de amor verdadeiro.
A minha dúvida é:
Devo falar a ela que meu irmão é Vascaino?”
Uma freira faz sinal para um táxi parar. Ela entra e o taxista não pára de olhar para ela:
- Por que você me olha assim?
Ele explica:
Eu Tenho uma coisa para lhe pedir, mas não quero que fique ofendida…
Ela responde:
- Meu filho, sou freira há muito tempo e já vi e ouvi de tudo. Com certeza não há nada que você possa me dizer ou pedir que eu ache ofensivo.
- Sabe, é que eu sempre tive na cabeça uma fantasia de ser beijado na boca por uma freira…
A freira:
- Bem, vamos ver o que é que eu posso fazer por você: primeiro, você tem que ser solteiro, vascaino e também católico.
O taxista fica entusiasmado:
- Sim, sou solteiro, vascaino desde criancinha e até sou católico também!
A freira olha pela janela do táxi e diz:
- Então, pare o carro ali na próxima travessa.
O carro para na travessa e a freira satisfaz a velha fantasia do taxista com um belo beijo na boca daqueles de cinema.
Mas, quando continuam para o destino, o taxista começa a chorar:
- Meu filho – diz a freira – Porque é que está chorando?
- Perdoe-me Irmã, mas confesso que menti: sou casado, botafoguense e sou evangélico.
A freira conforta-o:
- Deixa pra lá. Estou a caminho de uma festa a fantasia, sou travesti, me chamo Alfredo e torço pro Flamengo!